Família pede justiça após morte em conveniência em Campo Grande

Renato Bravo foi baleado no olho depois de bater na traseira do carro do suspeito

Em velório, família pede justiça por morto a tiros após batida em conveniência
Movimentação na capela onde ocorre o velório de Renato Bravo da Cruz, em Campo Grande (Foto: Juliano Almeida)

A família de Renato Bravo da Cruz, de 40 anos, morto com um tiro no rosto após bater na traseira do carro de Cláudio Barros de Araújo, suspeito do crime, pediu justiça durante o velório realizado na manhã desta segunda-feira (15), em Campo Grande. O crime ocorreu na madrugada de domingo, em uma conveniência, na Avenida dos Cafezais, no Bairro Paulo Coelho Machado.

A família de Renato Bravo da Cruz, de 40 anos, morto com um tiro no rosto após bater na traseira do carro de Cláudio Barros de Araújo em uma conveniência no Bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande, pediu justiça durante o velório realizado nesta segunda-feira (15). O suspeito fugiu e não havia sido localizado. O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil e segue sob investigação.

“Não queremos falar no momento, o que aconteceu foi uma fatalidade e no momento o que queremos é justiça”, disse a irmã da vítima, que não quis se identificar.

O velório ocorre na capela da Pax Mundial, na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande. No local, o clima era de silêncio e comoção. Cerca de dez pessoas acompanhavam a despedida. Dois homens que estavam em frente à capela chamaram a irmã de Renato para falar com a reportagem. Ela saiu rapidamente, deu a declaração e retornou.

Em velório, família pede justiça por morto a tiros após batida em conveniência
Corpo da vítima sendo coberto por equipe do Corpo de Bombeiros (Foto: Direto das Ruas)

Um dos homens afirmou que a família está muito abalada. O outro disse que chamaria a irmã porque ela seria “a mais sã no momento”, já que todos estavam muito abalados.

O velório começou às 20h deste domingo e tem previsão de encerramento às 9h30 desta segunda-feira. Renato será sepultado no Cemitério Parque de Campo Grande, na Avenida Senador Filinto Müller, no Bairro Pioneiros.

O crime – Segundo o boletim de ocorrência, Renato estava na conveniência, localizada na Avenida dos Cafezais, acompanhado de Cintia Souza da Silva. Procurada pela reportagem, ela informou ser ex-companheira da vítima e disse estar muito abalada para falar sobre o caso.

Em velório, família pede justiça por morto a tiros após batida em conveniência
Carro de suspeito foi depedrado após o crime (Foto: Paulo Francis)

De acordo com o registro policial, Renato e Cintia consumiam bebidas no estabelecimento. Ao decidirem ir embora, Renato deu partida em um Chevrolet Celta e acabou batendo na traseira de um Ford Versailles, que estava estacionado logo à frente.

Após a batida, o condutor do Versailles, identificado como Cláudio Barros de Araújo, também de 40 anos, desceu do veículo, foi até a porta do carro de Renato e efetuou um disparo de arma de fogo. O tiro atingiu a região do olho esquerdo da vítima.

Renato ainda tentou sair do carro, mas caiu no chão logo em seguida. O socorro médico foi acionado, mas a morte foi constatada no local pelo médico da Polícia Militar. O autor do disparo fugiu e não havia sido localizado.

Vídeos de câmeras de segurança mostram a correria de pessoas que estavam na conveniência após o disparo. Nas imagens, clientes se afastam do local, alguns se protegem com as mãos e olham na direção onde o crime aconteceu. Em outro momento, uma mulher de vestido marrom aparece desesperada, sendo consolada e segurada por um grupo.

A reportagem também esteve na conveniência, mas uma funcionária disse apenas que não estava no estabelecimento no momento do crime. O Ford Versailles apontado como veículo do suspeito continuava estacionado em frente ao local e estava depredado.

O carro tinha os vidros do motorista, do passageiro e traseiro quebrados. O para-brisa estava trincado e havia uma pedra sobre o veículo. Conforme o boletim de ocorrência, pessoas que testemunharam o crime se revoltaram e passaram a depredar o automóvel deixado pelo suspeito.

A perícia técnica e a Polícia Civil estiveram no local e recolheram um projétil. O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e segue sob investigação.

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