Depois de quase uma década de retração, o número de domicílios com computador voltou a crescer no Brasil. Segundo o IBGE, 38,7% das residências possuíam computador em 2025, ligeiramente acima dos 38,5% registrados em 2024. É a primeira alta percentual desde o início da série histórica, em 2016.
Pesquisa do IBGE revela que 38,7% dos domicílios brasileiros tinham computador em 2025, primeiro aumento desde 2016. Tablets também cresceram, chegando a 11,6% dos lares. A renda per capita varia entre R$ 1.350, sem dispositivos, e R$ 5.298, com ambos. Já o telefone fixo está em queda, presente em apenas 5,9% dos lares, contra 32,6% em 2016, enquanto celulares atingem 97,4% dos domicílios.
Embora discreto, o crescimento indica uma possível estabilização do mercado após anos em que os smartphones passaram a concentrar grande parte das atividades realizadas anteriormente nos computadores.
A pesquisa também aponta aumento na presença de tablets, encontrados em 11,6% dos domicílios, contra 10,7% no ano anterior.
Outro dado revela a relação entre acesso à tecnologia e renda. Nos lares sem computador nem tablet, a renda média mensal per capita é de R$ 1.350. Já entre aqueles que possuem pelo menos um desses equipamentos, o rendimento sobe para R$ 3.494. Nas residências com computador e tablet, a média chega a R$ 5.298.
O IBGE não divulgou resultados específicos por unidades da Federação, apenas indicadores nacionais e regionais.
Já o telefone fixo…
Enquanto isso, linhas convencionais continuam desaparecendo; pesquisa não detalha dados estaduais. O telefone fixo está cada vez mais próximo de desaparecer dos lares brasileiros.
Dados do IBGE mostram que apenas 5,9% dos domicílios possuíam linha telefônica convencional em 2025. Em 2016, esse percentual era de 32,6%.
Enquanto o telefone fixo perde espaço ano após ano, o celular se consolida como principal meio de comunicação no país. Atualmente, 97,4% dos domicílios contam com pelo menos um telefone móvel, o maior índice da série histórica.
O levantamento também mostra que somente 2,3% das residências brasileiras não possuem nenhum tipo de telefone, seja fixo ou celular.
Para o IBGE, a tendência acompanha a popularização dos smartphones, dos aplicativos de mensagens e das chamadas pela internet, que reduziram significativamente a necessidade de manter linhas fixas.

