
Prefeitura nega acusação e afirma que veículos estavam no bairro por evento público
O jornalista Octávio Augusto, o Tavinho, foi agredido por três homens armados com pedaços de madeira em Três Lagoas no domingo (6). Em vídeo, ele aparece ensanguentado e afirma ter sido seguido por um veículo da prefeitura antes do ataque. A prefeitura negou envolvimento e disse que havia equipes na região por conta de evento público. Nenhum suspeito foi preso até o momento.
O jornalista Octávio Augusto, conhecido como Tavinho, denunciou ter sido vítima de uma agressão na tarde deste domingo (6), em Três Lagoas. Em vídeo gravado logo após o ataque, ele aparece com o rosto coberto de sangue e afirma que estava sendo seguido por um veículo da prefeitura antes de ser atacado por três homens. A vítima atribui o caso a uma suposta perseguição política, hipótese que ainda não foi confirmada pelas autoridades.
Segundo relato da esposa do jornalista, Jéssica Naiara, Tavinho retornava para casa após trabalhar na cobertura da passagem da Carreta da Saúde pelo Parque de Exposições quando percebeu que estaria sendo seguido por um veículo ligado à prefeitura.
Ela afirma que, em determinado momento, um homem o abordou pedindo uma informação. Logo em seguida, outros dois suspeitos teriam surgido portando pedaços de madeira, um deles com pregos, e passaram a agredi-lo na cabeça.
Em vídeo gravado após a agressão, Tavinho aparece ferido, com intenso sangramento no rosto, enquanto recebe ajuda de testemunhas e aguarda atendimento médico. Nas imagens, ele afirma que foi perseguido antes do ataque.
Tavinho é conhecido em Três Lagoas por publicar reportagens e vídeos sobre problemas da cidade e por críticas à administração municipal. Recentemente, assinou uma reportagem questionando as comemorações do aniversário do município.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Três Lagoas negou de forma veemente qualquer envolvimento com a suposta agressão e afirmou não ter conhecimento de elementos que sustentem as acusações feitas pelo jornalista.
Segundo o município, até o momento não houve qualquer denúncia formal apresentada à administração sobre o caso. A prefeitura informou que tomou conhecimento das declarações por meio dos vídeos divulgados nas redes sociais e das publicações sobre o episódio.
A administração municipal também rebateu a alegação de que um veículo oficial estaria perseguindo o jornalista. Conforme a prefeitura, havia equipes e veículos do município circulando pela região porque uma ação pública estava sendo realizada no bairro naquele momento. O evento era justamente o que Tavinho cobria antes da agressão.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao caso. O estado de saúde de Tavinho também não havia sido informado oficialmente.