Em fotografia divulgada pelo MP, cédulas aparecem em cima de caderno com frase bíblica
A operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) contra corrupção e desvio de dinheiro público apreendeu cédulas de dinheiro ainda envoltas no lacre do Banco Central do Brasil. A fita também traz valores.
O Gaeco deflagrou a operação Gutenberg contra corrupção e desvio de dinheiro público em Mato Grosso do Sul, apreendendo R$ 69.795 e 907 dólares, parte ainda com lacre do Banco Central. O esquema movimentou R$ 27 milhões por meio de fraudes em compras de livros paradidáticos e manipulação de procedimentos na saúde pública. Foram cumpridos 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão em cidades do MS, SP e GO.
Uma pilha de notas de R$ 100 totaliza R$ 10 mil. São três bolos de notas azuladas. Outras cinco pilhas, ainda com lacre do Banco Central, são de cédulas de R$ 50. O Gaeco não divulgou o local da apreensão. A operação recolheu R$ 69.795 e 907 dólares.
Na fotografia do dinheiro, divulgada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o dinheiro aparece em cima de um caderno com frase religiosa: “Oh! Quão bom e quão suave é. que os irmãos vivam em união”. O verso é do Salmo 133.
Conforme a investigação, o esquema criminoso se valia da influência de servidores cooptados na área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais. O Campo Grande News entrou em contato com a SES (Secretaria Estadual de Saúde) e aguarda retorno.
De acordo com a investigação, os suspeitos usavam servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta por inexigibilidade de licitação para a aquisição de livros paradidáticos. O total chega a R$ 27 milhões.
A ofensiva cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, ao contrário, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.
A ação contou com o apoio operacional do Batalhão de Choque e do Bope (Batalhão de Operações Especiais).
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