Santa Casa de Campo Grande atrasa salários e enfrenta ameaça de paralisação

Hospital atribui problema a repasses públicos; sindicato dá ultimato e prevê protesto nesta quarta

Santa Casa diz que não vai pagar e enfermagem ameaça paralisação
Final do ano passado funcionários do hospital protestaram contra atraso nos salários (Foto: Arquivo/ Marcos Maluf)

A Santa Casa de Campo Grande informou nesta terça-feira (7) que não conseguiu realizar o pagamento dos salários dos funcionários dentro do prazo legal. Horas após o comunicado, o Siems(Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) notificou a direção do hospital e ameaçou iniciar uma paralisação já na manhã desta quarta-feira (8), caso os valores não sejam depositados.

A Santa Casa de Campo Grande informou nesta terça-feira (7) que não efetuou o pagamento dos salários de junho devido a atrasos nos repasses do Estado, município e governo federal. Em resposta, o Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul notificou o hospital e ameaçou iniciar paralisação na manhã desta quarta-feira (8), caso os valores não sejam depositados.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Diretoria Financeira da Santa Casa informou que o pagamento dos salários de junho não foi efetuado devido ao atraso nos repasses do Estado, do Município e do Governo Federal. O hospital afirma que mantém diálogo com os órgãos responsáveis e que os pagamentos serão realizados assim que a situação for regularizada.

A manifestação do hospital ocorreu justamente no quinto dia útil do mês, data limite para o pagamento dos trabalhadores.

Em resposta, o Siems protocolou um ofício na própria instituição cobrando a quitação imediata dos salários. No documento, o sindicato afirma que problemas de caixa, impasses burocráticos ou atrasos em repasses públicos não podem ser repassados aos profissionais da enfermagem, que dependem dos vencimentos para garantir o próprio sustento.

A entidade também lembra que o atraso pode gerar multa prevista em acordo coletivo e notificou formalmente a Santa Casa sobre a necessidade de regularizar os pagamentos.

O sindicato foi além. No ofício, informa que, caso os salários não sejam pagos integralmente, os trabalhadores da enfermagem darão início a um movimento paredista a partir das 7h desta quarta-feira, permanecendo de braços cruzados em frente ao hospital como forma de protesto.

O documento é assinado pelo presidente do Siems, Lázaro Santana, e foi protocolado na Central de Documentos da Santa Casa na tarde desta terça-feira. A reportagem procurou a direção da Santa Casa para saber se existe previsão para regularização dos salários e aguarda retorno.

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