Oferta prevê 1,7% em setembro, 1,7% em dezembro e mais 2% no começo do próximo ano
A Prefeitura de Campo Grande apresentou proposta para parcelar o reajuste de 5,4% no piso de 20 horas dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino). O documento oficial foi encaminhado nesta terça-feira (7) à ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública).
A Prefeitura de Campo Grande propôs parcelar o reajuste de 5,4% no piso de 20 horas dos professores da Reme em três etapas: 1,7% em setembro de 2026, mais 1,7% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. A proposta foi enviada ao sindicato ACP, que realizará assembleia para decidir se aceita o parcelamento ou deflagra greve. Um acréscimo de 3% previsto em lei será discutido separadamente em janeiro de 2027.
Pela proposta, o reajuste seria pago em três etapas. A primeira parcela, de 1,7%, passaria a valer a partir da folha de setembro de 2026. A segunda, também de 1,7%, seria aplicada em dezembro, acumulando 3,4%. A última parte, de 2%, ficaria para janeiro de 2027, quando o índice total chegaria aos 5,4%.
O ofício informa que os percentuais terão como base de cálculo o mês de agosto de 2026. Na prática, isso significa que o reajuste será aplicado de forma escalonada, e não pago de uma só vez. A prefeitura afirma que, com a última parcela em janeiro, estaria concluída a atualização anual do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério.
A proposta será discutida diretamente com os professores em assembleia da ACP, marcada para a noite desta terça-feira (7), na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul).
Outro ponto ficou fora da proposta imediata. O acréscimo de 3% previsto na Lei 7.523, de 17 de novembro de 2025, será discutido separadamente apenas em janeiro de 2027. Segundo o documento, nessa data serão reavaliadas as condições fiscais, orçamentárias e financeiras do Município.
O ofício é assinado pelo secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt de Souza, e pela secretária municipal de Administração e Inovação, Andréa Alves Ferreira Rocha. A prefeitura pede que o sindicato apresente manifestação formal sobre a proposta para que, em caso de concordância, sejam adotadas as providências administrativas e legislativas necessárias.
Mais cedo, a prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que pretendia concluir ainda nesta terça-feira as negociações com a ACP. A expectativa da administração municipal é evitar a greve da categoria.
“Nós estamos construindo o diálogo. O sindicato tem os seus interesses, os professores também têm, mas o município tem as suas limitações. Estamos no meio da execução de um plano de equilíbrio fiscal, então precisamos ponderar todas as ações e todas as tratativas relacionadas ao reajuste, que impacta diretamente a folha de pagamento e os nossos índices”, disse Adriane.
Na segunda-feira (6), representantes da ACP, da Comissão de Educação da Câmara Municipal e da equipe técnica da prefeitura passaram quase três horas reunidos no Paço Municipal, mas não chegaram a um acordo sobre o reajuste. O encontro terminou sem documento assinado e sem definição sobre percentual ou data de pagamento.
Depois da reunião, a ACP informou que encerrava a fase de negociação com a equipe técnica e aguardaria apenas a proposta oficial da prefeitura para submetê-la à assembleia. O sindicato também havia avisado que, caso nenhum documento fosse apresentado nesta terça-feira, consideraria rompidas as negociações e poderia deflagrar greve da categoria.
Com o ofício entregue, a decisão agora fica nas mãos dos professores. A assembleia deve definir se a categoria aceita o parcelamento proposto pela prefeitura ou se mantém a possibilidade de paralisação.
