Dólar sobe com tensão no Oriente Médio e petróleo avança

Tensão entre EUA e Irã eleva petróleo e pressiona dólar a R$ 5,15
Cédular do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial subiu 0,39% e fechou cotado a R$ 5,1522 nesta terça-feira (7), em São Paulo, com investidores atentos à tensão no Oriente Médio, aos preços do petróleo e aos efeitos de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuou 0,25%, aos 172.021 pontos.

O dólar comercial fechou em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,1522 nesta terça-feira (7), enquanto o Ibovespa recuou 0,25%, aos 172.021 pontos. O mercado foi influenciado pela tensão no Oriente Médio após mísseis atingirem navios no Estreito de Ormuz, elevando o petróleo Brent 4,32%, a US$ 75,10. Investidores aguardam a ata do Fomc, nesta quarta, e o IPCA de junho, na sexta-feira.

Apesar da alta diária, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 0,31% na semana, recuo de 0,21% no mês e baixa de 6,13% no ano. O desempenho mostra que o dólar mantém desvalorização no acumulado de 2026, mesmo após o avanço registrado nesta terça.

O mercado financeiro teve um dia sem grandes indicadores econômicos, mas acompanhou os desdobramentos da tensão entre Estados Unidos e Irã. Na segunda-feira (6), mísseis atingiram dois navios comerciais e um petroleiro na região do Estreito de Ormuz, segundo a UKMTO (United Kingdom Maritime Trade Operations), agência marítima britânica.

O episódio elevou a preocupação com o fornecimento global de petróleo, já que cerca de 20% do comércio mundial do produto passa pelo Estreito de Ormuz. O receio de novas interrupções no tráfego marítimo influenciou os preços da commodity e aumentou a cautela dos investidores.

Perto das 16h10, o barril do Brent, referência internacional, subia 4,32%, cotado a US$ 75,10. Já o WTI (West Texas Intermediate), referência dos Estados Unidos, avançava 4,27%, a US$ 71,48. Mesmo com a alta, os preços ainda ficaram abaixo dos níveis vistos nos momentos mais críticos da guerra.

Investidores ainda aguardam a ata da última reunião de juros do FOMC (Federal Open Market Committee), comitê de política monetária do Federal Reserve, o banco central americano. O documento será divulgado nesta quarta-feira (8) e deve trazer sinais sobre os próximos passos dos juros nos Estados Unidos.

No Brasil, o mercado espera a divulgação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de junho, prevista para sexta-feira (10).

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