Operação Distrato: esquema bilionário pode chegar ao MS

Dono de escritório famoso pode ser investigado em todo País
Nelson Wilians foi alvo de operação nesta quarta-feira (Foto: arquivo)

Conhecido em MS – A Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira em São Paulo contra um esquema bilionário de créditos falsos de ICMS, pode estar só começando. Entre os alvos está o grupo do advogado Nelson Wilians, que mantém escritório também em Campo Grande, com centenas de advogados associados e uma super sede no Jardim dos Estados.

Investigação ampliada – A tendência é que a investigação atravesse as divisas paulistas. Autoridades afirmaram que secretarias da Fazenda de outros estados já identificaram situações semelhantes e admitem até a possibilidade de o mesmo modelo ter sido usado em tributos federais.

Não se sabe – Com R$ 3,8 bilhões em autuações só em São Paulo e documentos apreendidos ainda sob análise, a apuração tem potencial para se espalhar pelo Brasil. O Campo Grande News questionou o governo de Mato Grosso do Sul se alguma movimentação do tipo foi descoberta no Estado, mas a resposta foi negativa.

Festinha na fronteira – A festa começa a ser planejada para grande momento da Ponte Bioceânica. O deputado estadual Paulo Corrêa foi escolhido para representar a ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) no evento comemorativo da ligação da Ponte da Rota Bioceânica. A cerimônia está marcada para 23 de julho, entre Porto Murtinho, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai.

Reta final – Depois de indicar a série O Conta do Aia, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gerson Claro (PP), revelou que chegou na reta final da produção e falta apenas o último episódio da sexta temporada para saber como termina a distopia que conta a história da personagem June Osborne.

Sumiço de eleitor – Um servidor do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), que está com a identificação sob sigilo, remanejou sem qualquer autorização ou pedido cerca de 300 eleitores. As mudanças foram feitas sem o comparecimento dos votantes e sem a solicitação individual exigida pelas regras eleitorais.

Levemente punido – O servidor recebeu uma advertência, tentou derrubar a punição e não conseguiu. Alegou que queria reduzir filas e melhorar o atendimento, mas a Corregedoria entendeu que boa intenção não substitui autorização. O TRE explicou o que foi feito, quantas pessoas foram afetadas e por que aplicou a penalidade. Só manteve em segredo quem fez tudo isso.

Caiu por erro do PT – O processo contra o deputado federal Rodolfo Nogueira foi arquivado no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) porque foi apresentado por quem não podia. O diretório municipal do PT de Dourados pediu a punição, mas o tribunal entendeu que, em eleição geral, a iniciativa deveria partir da direção regional ou da federação partidária.

Outdoor sai – Com isso, a multa de R$ 5 mil foi derrubada e o caso encerrado sem análise definitiva da acusação. Tudo começou por conta de um outdoor contra o PT. Apesar do fim da multa, o TRE continuou considerado irregular o material que teve a retirada mantida. Rodolfo escapou da cobrança, mas não ganhou atestado de legalidade.

Eleição enxuta – Nos bastidores das eleições de 2026, o TRE autorizou juízes a juntar até 20 seções eleitorais em uma só estrutura, desde que o grupo não ultrapasse 365 votantes. A medida reduz mesas, urnas e equipes onde houver poucos eleitores. A resolução também permite pontos de transmissão fora das juntas eleitorais, uso de conexão por satélite em áreas isoladas e até mesários atuando como escrutinadores em locais de difícil acesso

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