Em show intimista no Sesc Teatro Prosa, cantora disse que a melancolia também merece ser vivida
Referência quando o assunto é transformar a “sofrência” em música pop, a pernambucana Duda Beat deixou um conselho aos melancólicos de Campo Grande após o show desta quinta-feira (16), no Sesc Teatro Prosa: respeite a tristeza, chore o necessário e, depois, levante para fazer algo por você.
A cantora pernambucana Duda Beat se apresentou no Sesc Teatro Prosa, em Campo Grande, na quinta-feira (16), com o show “Acústico e Tal”. Após o espetáculo, a artista aconselhou o público a respeitar a tristeza e chorar o necessário, mas depois agir. O repertório reuniu clássicos e faixas do projeto “Esse delírio volume 1”. A segunda apresentação ocorre nesta sexta-feira (17), às 19h, com ingressos esgotados.
A receita veio ao fim da primeira apresentação de “Acústico e Tal” na Capital. Questionada sobre o que diria a quem está em casa, sem conseguir superar uma desilusão amorosa, a pernambucana defendeu que ninguém deve tentar esconder o sofrimento.
“Olhe para a melancolia com muito carinho, porque ela é um momento de reflexão. É um espaço que você se dá para sentir, e eu acho muito importante sentir. Não dá para fingir que nada aconteceu, porque uma hora essa conta chega”, afirmou.
Mas o conselho não termina embaixo das cobertas, acompanhado de uma playlist triste.
Está sofrendo? Sofra. Chore o que tem que chorar, mas depois levante e faça alguma coisa por você. Esse é o melhor conselho que posso dar. Não dá para ser só gostosa e cansada”, completou.
A fala combina com a proposta do espetáculo apresentado em Campo Grande. Cercada por almofadas, tapete e poucos instrumentos, Duda levou ao palco um recorte mais próximo do ambiente em que costuma escrever suas músicas.
O repertório reuniu clássicos da carreira e faixas do projeto “Esse delírio volume 1”, lançado em agosto de 2025. Entre as músicas do trabalho estão “Você vai gostar”, “Nossa chance”, “Fuga”, “Pessoa errada” e “Foi mal”.

“Meu trabalho é para celebrar as minhas canções. É um momento em que consigo enxergar as músicas sem todo o enfeite que o arranjo dá. Eu vejo a canção nua e crua”, explicou.
Segundo Duda, a ideia é aproximar o público do momento em que as composições começam a ganhar forma, antes dos grandes arranjos e da produção dos discos.
“Quis trazer um pouco da minha casa, do momento em que sento com meu caderno para compor. Só não pude trazer meu cachorro, porque ele está sempre junto comigo. Mas o tapete e as almofadas têm a ver com essa experiência de sentar, compor e escrever”, contou.
Esta é a segunda passagem da artista por Campo Grande. Duda estreou nos palcos da Capital em dezembro de 2021, durante o Campão Cultural, na Esplanada Ferroviária. Na época, ela retomava as apresentações presenciais após o período mais crítico da pandemia de covid-19.
Além das lembranças do primeiro show, a cantora demonstrou curiosidade para conhecer melhor a cidade e, principalmente, experimentar a culinária sul-mato-grossense.
“Eu quero provar tudo. Traz para mim. Eu amo comer, pelo amor de Deus. Vou dar um rolê amanhã, com certeza, antes do segundo show”, disse.
A agenda ganhou mais um compromisso quando a equipe contou à artista que Campo Grande abriga o Bioparque Pantanal. Surpresa, ela tratou de incluir o aquário no roteiro. “Mentira! A gente já está cheio de programação então. Eu quero ir, quero conhecer.”

Duda também falou sobre Bell Éter, cantora criada no Jardim Colúmbia, em Campo Grande, que integrou seu time na edição mais recente do “The Voice Brasil”. A sul-mato-grossense chegou à final e terminou a competição como vice-campeã.
“Ela é uma querida e falava sempre daqui durante o programa. Estou doida para passear pela cidade”, comentou.
Depois de cantar sobre paixão, términos e recomeços, Duda volta ao palco do Sesc Teatro Prosa nesta sexta-feira (17), às 19h. Os ingressos gratuitos para a segunda apresentação estão esgotados.


