Vítima realizou 6 transferências achando que estava migrando o patrimônio de uma instituição para outra
Acreditando que estava transferindo o patrimônio de uma instituição financeira para outra, uma agricultora perdeu R$ 2,95 milhões em um golpe eletrônico. O caso aconteceu durante essa semana, e o boletim de ocorrência foi registrado nesta sexta-feira (17), e ocorreu meses depois de outro golpe sofrido, desta vez do falso advogado, quando sofreu prejuízo de mais de R$ 300 mil.
Agricultora de 65 anos perdeu R$ 2,95 milhões em golpe de estelionato eletrônico em Campo Grande após ser convencida por um falso funcionário do Itaú Personnalité a transferir seu patrimônio para uma suposta conta bancária. O dinheiro foi parar na conta de uma empresa chamada Eletrum Comércio e Distribuição. O boletim de ocorrência foi registrado nesta sexta-feira (17).
Conforme apurado pela reportagem, a vítima mantinha praticamente todo o patrimônio depositado em uma agência da Capital.
Dias antes das transferências, ela passou a receber ligações de um homem que se identificava como “Alex”, suposto funcionário do setor de segurança do Itaú Personnalité, em São Paulo. Segundo o registro policial, o golpista utilizava linguagem técnica e demonstrava conhecimento sobre procedimentos bancários, afirmando que seria necessário adotar medidas para proteger o patrimônio da cliente.
Conforme apurado pelo Campo Grande News, a vítima, de 65 anos, era cliente do banco Itaú e sofreu o golpe do falso advogado meses atrás. No ocorrido, ela perdeu R$ 338 mil. Com medo de que a situação voltasse a acontecer, a produtora rural transferiu todo o patrimônio para uma agência de uma cooperativa da Capital.
Ainda conforme o relato aos policiais, o homem orientou que todo o dinheiro fosse transferido para uma suposta conta vinculada ao Itaú Personnalité, alegando que a operação seria apenas uma migração dos recursos entre instituições financeiras, sem alteração da titularidade.
Como já havia mantido relacionamento com o banco, a produtora rural acreditou nas informações. Ela compareceu pessoalmente à agência da cooperativa, resgatou as aplicações financeiras e realizou seis transferências eletrônicas, nos valores de R$ 587, R$ 586.413, R$ 627 mil, R$ 978.452, R$ 617 mil e R$ 140 mil, conforme as orientações recebidas pelo golpista.
Somente após concluir as operações percebeu que os valores não haviam sido destinados ao Itaú Personnalité. O dinheiro foi transferido para a conta de uma empresa identificada como Eletrum Comércio e Distribuição, totalizando prejuízo de aproximadamente R$ 2,95 milhões.
No boletim, a vítima afirma que nunca manteve qualquer relação comercial ou contratual com a empresa e que somente após as transferências percebeu ter sido alvo de uma fraude baseada em engenharia social.
Ela solicitou à Polícia Civil a adoção de medidas para identificar os responsáveis, rastrear o destino do dinheiro, tentar bloquear os valores e recuperar os recursos. O caso foi registrado como estelionato mediante fraude eletrônica.
