Câncer pode quase dobrar até 2050, alerta OMS

Saúde e Bem-Estar

Doença provoca cerca de 10 milhões de mortes por ano e permanece como a segunda principal causa de óbitos

Por Gustavo Bonotto | 09/07/2026 23:06

Relatório da OMS aponta que casos de câncer podem dobrar até 2050
Paciente indica dor na região abdominal. (Foto: Osmar Veiga)

O número de novos casos de câncer pode quase dobrar até 2050. A projeção da OMS (Organização Mundial da Saúde) indica que os diagnósticos anuais devem passar dos atuais 20,6 milhões para quase 35 milhões nas próximas duas décadas.

Relatório da OMS projeta que os casos de câncer podem quase dobrar até 2050, passando de 20,6 milhões para 35 milhões ao ano, impulsionados pelo envelhecimento populacional, obesidade e poluição. A doença já causa 10 milhões de mortes anuais. O documento alerta para a desigualdade no acesso a tratamentos: em países pobres, apenas 9% a 54% dos medicamentos prioritários estão disponíveis, e a sobrevivência ao câncer de mama cai de 87% para 42%.

A doença provoca cerca de 10 milhões de mortes por ano e permanece como a segunda principal causa de óbitos no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

Os dados constam no Relatório Global sobre a Situação do Câncer 2026, elaborado pela OMS em parceria com a Iarc (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer). O documento aponta que o crescimento será impulsionado pelo envelhecimento da população e por fatores como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e poluição do ar.

Além do aumento de casos, o relatório destaca a desigualdade no acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento. Em países de alta renda, a disponibilidade dos 20 medicamentos considerados prioritários varia de 68% a 94%. Nas nações de renda baixa ou média-baixa, o índice fica entre 9% e 54%.

A diferença também aparece na sobrevivência de pacientes com câncer de mama. Nos países mais ricos, 87% das mulheres permanecem vivas cinco anos após o diagnóstico. Nas nações de baixa renda, o percentual cai para cerca de 42%.

Pelo menos 45% das pessoas afetadas pela doença também enfrentam dificuldades financeiras relacionadas ao diagnóstico e ao tratamento.

O câncer de pulmão segue como a principal causa de morte pela doença no mundo. Entre as mulheres, os tipos mais frequentes são os de mama, pulmão e colorretal. Entre os homens, aparecem os cânceres de pulmão, próstata e colorretal.

A OMS recomenda que os países ampliem políticas de prevenção, fortaleçam os sistemas públicos de saúde e invistam na formação de profissionais. A organização também defende acesso igualitário a medicamentos, exames e novas tecnologias de tratamento.

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