IA monitora incêndios no Pantanal com câmeras 360°

Sistema cobre a totalidade dos 76.852 hectares da unidade de conservação e detecta focos de calor em segundos

Torres com IA e satélites monitoram incêndios no Pantanal do Rio Negro
Câmera de monitoramento em torre no Pantanal. (Foto: Divulgação)

Duas torres de observação equipadas com câmeras de alta resolução e giro de 360 graus, operadas por inteligência artificial integrada a imagens de satélite, compõem o mecanismo acionado para monitorar incêndios no Parque Estadual Pantanal do Rio Negro, em Aquidauana.  A estrutura foi montada pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) em parceria com a empresa Bracell e a desenvolvedora umgrauemeio.

Duas torres com câmeras de alta resolução e inteligência artificial monitoram incêndios no Parque Estadual Pantanal do Rio Negro, em Aquidauana, cobrindo 76.852 hectares. O sistema, do Imasul com a Bracell e a umgrauemeio, detecta focos de calor em segundos e envia alertas automáticos. As imagens são analisadas em Campo Grande pela Plataforma Pantera, que modela a propagação do fogo e aciona brigadistas.

O funcionamento e os resultados práticos da fiscalização eletrônica no parque foram tema de debate hoje na feira tecnológica Pantanal Tech, em Aquidauana. O painel sobre o sistema de controle de incêndios reuniu técnicos da Bracell, da MS Florestal e da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) para apresentar os indicadores gerados pela ferramenta aos produtores e moradores da região.

O sistema cobre a totalidade dos 76.852 hectares da unidade de conservação e detecta focos de calor em segundos, enviando alertas automáticos para acelerar o combate ao fogo. Os aparelhos de monitoramento possuem zoom óptico de 30 vezes e funcionam com captação própria de energia e conectividade por rádio ou internet.

Torres com IA e satélites monitoram incêndios no Pantanal do Rio Negro
Assinatura do termo na manhã de hoje, na Pantanal Tech. (Foto: Divulgação)

As imagens captadas na reserva são direcionadas em tempo real para salas de controle localizadas em Campo Grande, instaladas no Centro Integrado de Operações de Segurança e no Centro de Proteção Ambiental. Por meio de um programa de computador denominado Plataforma Pantera, as equipes cruzam os dados visuais com o monitoramento de satélites para calcular o índice diário de risco de queimadas, modelar matematicamente a propagação do fogo e acionar as brigadas e o Corpo de Bombeiros.

A implantação do sistema decorre de um acordo de cooperação com duração de 10 anos firmado entre o órgão estadual e a iniciativa privada em 2023. O plano de preservação abrange o apoio a outras áreas públicas de conservação do Estado, que incluem os parques estaduais Nascentes do Rio Taquari, do Prosa, Matas do Segredo e Várzeas do Rio Ivinhema.

A área do Rio Negro protegida pelo monitoramento abriga 124 espécies de mamíferos, como a onça-pintada e o cervo-do-pantanal, 463 espécies de aves, 405 de peixes, 50 de répteis e mais de 772 espécies vegetais catalogadas.

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