Animal chamou atenção de psicóloga que vive na região há mais de 20 anos e nunca havia visto cena parecida

Um jacaré, de aproximadamente 1,5 metros de comprimento, surpreendeu moradores de Campo Grande, na manhã deste sábado (19) ao aparecer em uma das entradas do Bairro Oliveira. O animal foi visto no cruzamento da Avenida Lúdio Martins Coelho com a Rua João Ribeiro Guimarães, na região do Parque Linear do Lagoa, às margens do Córrego Lagoa.
Um jacaré de aproximadamente 1,5 metro foi avistado por moradores na manhã de sábado, no Bairro Oliveira, em Campo Grande. O animal estava próximo ao cruzamento da Avenida Lúdio Martins Coelho com a Rua João Ribeiro Guimarães, em uma área de vegetação às margens do Córrego Lagoa. Embora a presença desses répteis seja comum na capital devido aos corredores ecológicos, a Polícia Militar Ambiental orienta que a população mantenha distância e acione o resgate especializado para o manejo.
A psicóloga Karoline Zanuncio dos Santos, de 23 anos, registrou o momento em vídeo por volta das 9h30, quando voltava de um atendimento acompanhada do pai. Ela relata que estava entrando na Rua João Ribeiro Guimarães, quando na esquina avistou uma moça parada, olhando para a vegetação, onde tem um riacho. Foi quando o pai percebeu que havia um jacaré no local e decidiu parar o carro para observar o animal.
“Meu pai percebeu que tinha um jacaré e paramos para ir lá ver. Quando descemos, avistamos ele e resolvi gravar o vídeo. Foi a primeira vez que vimos um jacaré na região e achamos incrível”, comenta a jovem.
Moradora do Residencial Oliveira 1 há mais de 20 anos, Karoline disse que nunca havia presenciado uma cena parecida.
“De longe, para mim, parecia um filhote, mas meu pai disse: ‘Não, ele não é filhote, não'”, relata.
Apesar da surpresa, a presença de jacarés em Campo Grande não é considerada incomum. No início deste ano, após o período de chuvas intensas, três animais foram encontrados em diferentes bairros da Capital, entre eles Chácara dos Poderes, Jardim Aeroporto e Tiradentes. Em todos os casos, a PMA (Polícia Militar Ambiental) foi acionada para realizar o manejo, já que os répteis estavam próximos de vias públicas, pontes e córregos.
De acordo com a PMA, Campo Grande possui diversos corredores ecológicos que conectam áreas de vegetação e cursos d’água, permitindo o deslocamento da fauna silvestre entre diferentes regiões da cidade.
A corporação orienta que, ao encontrar um animal silvestre fora do habitat ou em área urbana, a população não tente se aproximar, capturar ou afugentar o animal. A recomendação é manter distância e acionar a Polícia Militar Ambiental para que a equipe especializada faça o resgate ou o manejo adequado, caso seja necessário.
