Apesar do cronograma já estabelecido, o convênio com o Google ainda não foi assinado

A partir da segunda quinzena de agosto, o uso de inteligência artificial fará parte da rotina dos estudantes da rede estadual de educação de Mato Grosso do Sul. De acordo com o secretário estadual de Educação, Hélio Daher, no segundo semestre, o Governo do Estado inicia a implementação da parceria com o Google, que vai disponibilizar a ferramenta Gemini.
A rede estadual de educação de Mato Grosso do Sul começará a integrar inteligência artificial às aulas a partir da segunda quinzena de agosto, com a implementação do Gemini, ferramenta do Google. Mil servidores receberão formação inicial, com prioridade para diretores e professores de tecnologia. A proposta é usar a IA como apoio pedagógico em disciplinas como matemática e geografia. O convênio com o Google ainda não foi assinado.
“A partir de agosto, a gente começa a formação com mil servidores da rede estadual. Com os professores começando a fazer a formação, os estudantes já começam a ter o primeiro acesso ao Gemini da rede”, disse ao Campo Grande News.
O titular da SED explica que as primeiras formações serão feitas com os diretores de escolas e os professores de tecnologia, que são responsáveis pelos laboratórios de informática e robótica.
Apesar do cronograma já estabelecido, o convênio com o Google ainda não foi assinado. A expectativa é que o governo formalize a parceria nas próximas semanas.
Durante o lançamento da parceria, em junho, o titular da SED afirmou que a conectividade já é uma realidade nas escolas e que o desafio agora será transformar o acesso à inteligência artificial em ferramenta de aprendizagem, não em uso solto e sem controle.
A proposta é que os estudantes aprendam a utilizar a inteligência artificial como apoio, sem comprometer sua autonomia e capacidade de produção. Segundo ele, a IA pode ser usada em diferentes disciplinas, como matemática e geografia, mas precisa estar ligada ao planejamento pedagógico.
Além da implementação do Gemini nas escolas, a parceria com o Google também prevê o CEP Rural Digital, considerado estratégico tanto para o setor produtivo quanto para a inclusão social no campo. A proposta prevê a criação de um sistema de endereçamento que permita identificar propriedades rurais com precisão, facilitando o acesso a serviços públicos e privados.
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