Pesquisadora do Pantanal morre em queda de avião em MS

Lydia Möcklinghoff era referência em estudos sobre tamanduá-bandeira e atuava há 20 anos na região

"O Pantanal te acolhe": base de Lydia, fazenda se despede de pesquisadora alemã
Com mensagem simples e foto de Lydia, fazenda manifestou pesar por morte da pesquisadora alemã (Foto: Reprodução Instagram)

“Lydia, o Pantanal te acolhe”. A mensagem foi publicada neste sábado (4) pela página da Fazenda Barranco Alto, em Aquidauana, onde a pesquisadora mantinha base para suas expedições. Lydia Theresia Möcklinghoff morreu na manhã desta sexta-feira (3), após a queda de um avião de pequeno porte em Campo Grande.

A Fazenda Barranco Alto, em Aquidauana, prestou homenagem à pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, morta na sexta-feira (3) após a queda de um avião próximo ao Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. A bióloga, referência nos estudos sobre o tamanduá-bandeira, atuava no Pantanal há mais de 20 anos. O piloto Henrique Martin também morreu no acidente. A pesquisadora seguia para o Pantanal quando a aeronave caiu.

Esse foi o primeiro pronunciamento da fazenda após a morte da bióloga. A homenagem foi acompanhada de uma foto em que Lydia aparece em um momento de descontração. Ela aparece sentada sobre um “tapete” de flores de ipê-amarelo, dando risada. “Estamos juntos para sempre”, diz a publicação.

Marie Saucier também compartilhou uma homenagem à pesquisadora nos comentários da publicação. “Lydia impactou nossas vidas de forma profunda. Aprendemos muito com ela, rimos com ela. Era uma mente e um espírito brilhantes, apaixonados. Essa dor é sentida mundialmente. É uma perda tremenda e trágica; ela fará muita falta”, declarou.

A Fazenda Baía das Pedras também lamentou a perda e prestou solidariedade. “Nossos mais profundos sentimentos pela irreparável perda. Que Deus conforte o coração de todos que conviveram com ela por todos esses anos. À família e amigos, nosso carinhoso abraço”, publicou.

Lydia Theresia Möcklinghoff era bióloga comportamental, pesquisadora e jornalista alemã, considerada referência nos estudos sobre o tamanduá-bandeira. Ela atuava no Pantanal de Mato Grosso do Sul há mais de 20 anos.

Em apresentação publicada no site da ZDF Studios, distribuidora internacional de conteúdo audiovisual da emissora pública alemã ZDF (Zweites Deutsches Fernsehen), Lydia é descrita como bióloga comportamental natural de Colônia, na Alemanha, que tinha o Pantanal como seu “segundo lar selvagem”.

Segundo a publicação, a pesquisadora retornava regularmente à região para estudar o tamanduá-bandeira e seu habitat natural. Durante os trabalhos de campo, monitorava a fauna e registrava espécies como onças-pintadas, araras-azuis, lontras-gigantes e pumas.

O acidente ocorreu nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas. Além de Lydia, morreu o piloto da aeronave, Henrique Martin. A pesquisadora seguia para o Pantanal, onde desenvolvia estudos sobre o tamanduá-bandeira.

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