Ronaldo é um elo fraco e duas outras razões pelas quais Portugal atraiu estreantes na República Democrática do Congo

A campanha de Portugal no Campeonato do Mundo de 2026 teve um início decepcionante, depois de empatar 1-1 com a estreante República Democrática do Congo, na estreia no Grupo K.

O médio João Neves deu vantagem a Portugal com um cabeceamento aos seis minutos, mas a equipa de Roberto Martinez não conseguiu dar seguimento ao seu início brilhante. A RD Congo respondeu pouco antes do intervalo, quando Yoane Wissa cabeceou após cruzamento de Arthur Masuaku para marcar o primeiro gol de seu país em uma Copa do Mundo.

Apesar de ter 75 por cento de posse de bola, Portugal teve dificuldades em criar oportunidades e teve a sorte de não voltar a sofrer golos frente a uma confiante equipa congolesa.

Aqui estão três razões principais pelas quais Portugal não conseguiu garantir os três pontos.

Ronaldo não conseguiu liderar o ataque

Grande parte dos holofotes antes da partida estava em Cristiano Ronaldo, que se tornou um dos poucos jogadores a disputar seis torneios da Copa do Mundo. No entanto, o jogador de 41 anos passou por uma noite frustrante.

Ronaldo esteve praticamente isolado contra a defesa organizada de cinco jogadores da RD Congo e teve pouco impacto no jogo. As suas melhores oportunidades surgiram na segunda parte, quando desperdiçou duas oportunidades em defesas de Francisco Conceição.

O capitão de Portugal conseguiu apenas dois remates à baliza e não conseguiu fornecer a vantagem que a sua equipa precisava desesperadamente. Embora a sua experiência continue a ser valiosa, a sua incapacidade de influenciar o jogo levantou questões sobre se o ataque de Portugal depende demasiado do avançado veterano.

Portugal dominou a posse, mas criou pouco

Portugal controlou a bola durante longos períodos, mas não conseguiu transformar a posse de bola em oportunidades de ataque significativas.

O cabeceamento madrugador de Neves foi o único remate à baliza de Portugal durante todo o jogo, uma estatística preocupante para uma equipa repleta de talento ofensivo. Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Rafael Leão lutaram para quebrar a disciplinada estrutura defensiva da RD Congo.

A falta de criatividade e urgência permitiu à equipa africana permanecer confortável durante grande parte do jogo, apesar de ver pouca bola.

A RD Congo mostrou coragem e organização

O crédito deve ir para a RD Congo, que provou que pertence ao palco da Copa do Mundo.

A nação africana defendeu com disciplina, manteve-se compacta e pareceu perigosa no contra-ataque. O golo do empate de Wissa recompensou a sua abordagem positiva, enquanto Cédric Bakambu também ameaçou a defesa portuguesa em diversas ocasiões.

Ao contrário da difícil participação do Zaire no Campeonato do Mundo de 1974, a RD Congo demonstrou resiliência, confiança e disciplina táctica. Seu desempenho sugere que eles podem se tornar um dos times surpresa do torneio.

O que vem a seguir?

Portugal tentará garantir a primeira vitória quando enfrentar o Uzbequistão no segundo jogo do Grupo K, enquanto a RD Congo vai levar confiança para o confronto contra a Colômbia depois de conquistar um ponto memorável contra uma das seleções mais fortes da Europa.

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