Avião cai em Campo Grande e mata piloto e pesquisadora

Amigos do piloto Henrique Martin chegaram ao local onde estão os destroços da aeronave pilotada por ele, a cerca de 200 metros da pista do Aero Rural, próximo à BR-262. Do bimotor, totalmente destruído, ainda se ouvia um alarme de emergência.

A origem exata do som só poderá ser confirmada por perícia, mas uma das possibilidades é que fosse o ELT (Emergency Locator Transmitter), equipamento que pode ser acionado automaticamente após impacto e transmite sinal para auxiliar na localização da aeronave. Outra possibilidade é que seja um alerta interno da cabine.

Os amigos, todos pilotos, não quiseram se identificar. Um deles, muito abatido, comentou que havia conversado com Henrique logo cedo e que, depois de alguns minutos, deixou de receber mensagens dele.

Henrique tinha pouco menos de 10 anos de atividade na área e era tido como piloto experiente pelos colegas. Antes, trabalhou como instrutor de voo em uma escola de aviação de Campo Grande.

O avião caiu poucos minutos depois de decolar do Aeroporto Santa Maria, por volta das 6h20. Segundo informações apuradas pela reportagem, a aeronave PT-WYQ, um bimotor convencional, percorreu cerca de 4 km e caiu a poucos metros da pista do Aero Rural.

Na aeronave, além de Henrique Martins, estava a pesquisadora Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, que seguia para o Pantanal, em Aquidauana, onde desenvolvia pesquisa sobre tamanduás.

Lydia integrava o Grupo de Pesquisa em Ecologia Tropical do Museu Zoológico Alexander Koenig, em Bonn, na Alemanha, e a CO.BRA, Computational Bioacoustics Research Unit. Ela tinha experiência em ecologia tropical, comportamento biológico e monitoramento automatizado da biodiversidade de mamíferos no Pantanal.

Há pouco, a equipe da Pax chegou para recolher os corpos das duas vítimas. O aviso sonoro ainda era ouvido entre os destroços da aeronave.

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