Buracos em rua de Campo Grande afetam motoristas há um ano

Moradores relatam risco de acidentes, prejuízos a motoristas e cobram conclusão da obra

Quem passa pelo cruzamento das ruas Cenira Soares Magalhães e Mitsuyo Aratani, no Bairro Parque do Sol, precisa reduzir a velocidade para desviar de uma sequência de buracos que se formou após a abertura da via para uma obra de drenagem de águas pluviais. Segundo moradores, o problema persiste há cerca de um ano e vem piorando com o tráfego de ônibus e as chuvas.

Moradores do Bairro Parque do Sol, em Campo Grande, convivem há cerca de um ano com buracos no cruzamento das ruas Cenira Soares Magalhães e Mitsuyo Aratani, abertos após obra de drenagem inacabada. O local é rota de ônibus e oferece risco a motoristas, motociclistas e pedestres. A Águas Guariroba descartou responsabilidade e a Sisep, órgão responsável, não respondeu sobre prazo para conclusão da obra.

A Rua Cenira Soares Magalhães é linha de ônibus e recebe grande fluxo de veículos. Com o asfalto deteriorado, motoristas fazem desvios de última hora para evitar os buracos. Já motociclistas e ciclistas enfrentam risco de quedas, enquanto condutores que não conhecem a região podem ter pneus e suspensão danificados.

Morador do bairro, o músico Elvis Corrêa conta que a situação se arrasta há meses. “Vieram abrir a valeta e nunca mais voltaram para consertar. Quem conhece já passa quase parando, mas quem não conhece acaba caindo no buraco e estragando o carro”, relata.

Outro morador, Kauã Joaquim Almeida, de 17 anos, afirma que o problema se agravou depois da instalação da tubulação. “Antes tinha só um buraco. Depois que passaram essa tubulação ficou desse jeito e nunca mais arrumaram. A chuva e os ônibus foram aumentando o estrago”, diz.

Além dos motoristas, os pedestres também reclamam. Segundo os moradores, quando chove ou há acúmulo de água no local, os veículos passam pelos buracos e acabam lançando água sobre quem caminha pela calçada.

O Campo Grande News questionou a Águas Guariroba sobre a situação. Em nota, a concessionária informou que realizou uma vistoria no local no dia 30 de junho e constatou que se trata de uma obra de drenagem de águas pluviais inacabada, sem relação com a rede de abastecimento ou esgotamento sanitário.

Diante da resposta, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), responsável pelas obras de drenagem, foi procurada para informar quando o serviço será concluído e se há previsão de recuperação do asfalto. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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