Consórcio Brasil Verde, presidido por Mato Grosso do Sul, reúne 15 estados para discutir ações de preservação

Mato Grosso do Sul começou uma nova etapa de atuação no CBV (Consórcio Brasil Verde), grupo que reúne 15 estados brasileiros para discutir ações de combate às mudanças climáticas e buscar recursos internacionais para projetos ambientais.
Mato Grosso do Sul assume nova fase no Consórcio Brasil Verde, grupo com 15 estados que debate ações climáticas e busca recursos internacionais. O governador Eduardo Riedel foi eleito presidente por unanimidade em março. Reunião definiu prioridades para os próximos dois anos, com foco em projetos de preservação, sustentabilidade e transição energética nos biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.
O governador Eduardo Riedel assumiu a presidência do consórcio após ser eleito por unanimidade em março. Nesta terça-feira (7), foi realizada uma reunião de trabalho para definir as próximas ações da gestão e organizar as prioridades dos estados participantes.
A iniciativa envolve projetos relacionados à preservação ambiental, sustentabilidade e transição energética, com atenção aos diferentes biomas brasileiros. Em Mato Grosso do Sul, estão presentes o Pantanal, o Cerrado e a Mata Atlântica.
Segundo o secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o objetivo do consórcio é estruturar projetos que possam receber investimentos internacionais.
“Desde a criação, em 2019, o consórcio começou a construir uma agenda voltada à estruturação de projetos para tentar captar recurso internacional para os estados que fazem parte, sempre olhando para essa temática do clima, das mudanças climáticas, da mitigação”, afirmou.
A chamada mitigação envolve ações para reduzir os impactos das mudanças climáticas, como a diminuição da emissão de gases que contribuem para o aquecimento do planeta.
Falcette explicou que a nova gestão pretende levantar as principais necessidades de cada estado e criar um plano de trabalho para os próximos dois anos.
Representação dos estados
Com a mudança da coordenação para Mato Grosso do Sul, a estrutura do consórcio também passa a ser organizada no Estado para conduzir as atividades.
O grupo representa os estados no Comitê Interministerial, uma estrutura do Governo Federal que debate posições e estratégias brasileiras relacionadas à agenda climática.
“É um papel bastante relevante de posicionamento dos estados. A gente vai realizar nos próximos dias o workshop com os outros estados para entender quais são as principais demandas desse momento e poder planejar”, disse o secretário.
Grupo reúne 15 estados
Criado em 2019, o CBV é formado por Mato Grosso do Sul, Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.
O consórcio busca aproximar os estados na elaboração de políticas ambientais, conciliando desenvolvimento econômico e preservação.
Entre os objetivos está ajudar os governos estaduais a desenvolver projetos para reduzir impactos ambientais, adaptar regiões aos efeitos das mudanças climáticas e buscar financiamento para essas ações.
A organização do grupo considera os diferentes biomas brasileiros. Antes de assumir a presidência do consórcio, Mato Grosso do Sul já coordenava as discussões relacionadas ao Pantanal.