Santos atrasa parcela de dívida do Neymar e liga alerta

O Santos enfrenta mais um desafio financeiro nos bastidores. O clube atrasou o pagamento das parcelas previstas no acordo firmado com a NR Sports, empresa que administra a carreira de Neymar e de sua família, referente às pendências do primeiro contrato do atacante com o Peixe.

Segundo apuração do Diário do Peixe, o Alvinegro deveria ter quitado entre janeiro e maio deste ano um total de R$ 26 milhões, divididos em cinco parcelas mensais de R$ 5,2 milhões. No entanto, os pagamentos não teriam sido realizados dentro do prazo estabelecido.

O caso gera preocupação porque o acordo possui cláusulas que podem aumentar significativamente o impacto financeiro para o clube.

Neymar é novamente pauta no Santos. Foto: Mauro Horita/Getty Images
Foto: Mauro Horita/Getty Images

Contrato prevê execução da dívida total

Pela cláusula quarta do acordo firmado entre as partes, o não pagamento de qualquer parcela dá à NR Sports o direito de executar o valor total da dívida.

O compromisso firmado pelo Santos prevê o pagamento de R$ 90,5 milhões. Como garantia da operação, o clube ofereceu o CT Meninos da Vila, um dos principais patrimônios ligados às categorias de base santistas.

Além das cinco parcelas iniciais de R$ 5,2 milhões, o contrato prevê o pagamento dos R$ 64,5 milhões restantes em 43 parcelas mensais de R$ 1,5 milhão, corrigidas monetariamente pela variação do IPCA.

Caso o cronograma original fosse cumprido, a última parcela seria quitada em dezembro de 2029. Com os atrasos registrados, o pagamento pode avançar para 2030, desde que as condições atuais sejam mantidas e a dívida não seja executada antecipadamente.

Santos evita comentar detalhes do acordo

Nos bastidores, um grupo de conselheiros solicitou ao Comitê de Gestão os comprovantes dos pagamentos previstos no contrato. Entretanto, segundo a publicação, a documentação não foi apresentada.

Procurado para comentar o caso, o Santos informou que está impedido de divulgar informações sobre o acordo devido às cláusulas de confidencialidade existentes no documento firmado entre as partes.

A NR Sports também foi procurada, mas não se manifestou até a publicação da reportagem.

Em abril, durante as comemorações do aniversário do clube, o presidente Marcelo Teixeira minimizou qualquer possibilidade de conflito judicial envolvendo a empresa ligada a Neymar.

“É um contrato comercial, não é um contrato judicial, não está na Justiça ainda para se discutir. Até porque Santos e NR já demonstraram que nenhuma das partes tem interesse em judicializar nada. Estamos trabalhando para a reestruturação do Santos Futebol Clube, tanto Santos quanto NR Sports”, afirmou o dirigente.

O episódio surge em um momento delicado para o Santos, que também enfrenta outras pendências financeiras e busca equilibrar as contas enquanto tenta reforçar o elenco para a sequência da temporada.

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